Que Significa na Realidade a Taxa de Pageviews de uma Campanha de Email Marketing

Pageviews
Ainda parece haver muita confusão sobre o que realmente representa a Taxa de Pageviews numa campanha de Email Marketing. Isto porque na verdade não é tão linear como medir Pageviews de uma Página Web.

Numa Página Web, por defeito os utilizadores conseguem visualizar e descarregar todas as imagens que a compõem. Seria estranho não o fazer porque está-se num ambiente que o incentiva.

Já o mesmo não se passa com um utilizador de Email. E porquê?
Bem, porque abrir uma mensagem que não se tem muita certeza da sua proveniência, hoje em dia, pode ser perigoso e daí que por defeito, os sistemas de email costumam activar bloqueios que inibem certas funcionalidades tais como:

  1. Bloqueio de Imagens. A pessoa tem de autorizar que o sistema descarregue as imagens que compõem determinada mensagem recebida ao clicar num botão para o efeito.
  2. Bloqueio de Javascript e outras Linguagens de Programação que possam produzir risco de infecção por vírus ou outrém.
  3. Bloqueio de Visualização de quase Qualquer Sistema de Media. Por exemplo vídeo, flash, etc.

Mas qual a razão para esses bloqueios? Como explicado acima, há o risco de que através de uma mensagem de email se possa infectar o computador do utilizador, através de inserção de sistemas obscuros como vírus, trojans e afins.

Além disso, com a difusão de dispositivos móveis, existe igualmente a preocupação pelo volume de tráfego que se consome, daí que bloquear por defeito descarregar imagens por esses dispositivos torna-se imperativo.

Fica assim explicado o porquê dos Bloqueios.

Mas e como é que isso Afecta os Resultados de uma Campanha de Email Marketing?

A única forma mínimamente ética para medir uma abertura de um email por parte de um rastreio de resultados de uma acção de Email Marketing é através de ser possível descarregar uma imagem. Quando se descarrega uma imagem que englobava uma determinada mensagem, é accionada uma acção no servidor do emissor e portanto contabiliza uma visualização. 

Ora se está accionado por defeito o bloqueio de imagens, apenas quando o utilizador se dá ao trabalho de ver o "assunto" da mensagem, o "emissor" da mesma, assim como o texto HTML que está visível e então clicar no botão de descarregar as imagens é que conseguimos saber que de facto ele abriu a mensagem. Antes de ele ter feito essa acção, ficamos na obscuridade sobre a sua abertura.

Então Que Métricas É que Devemos Medir?

As métricas a que deve ter especial atenção continuam a ser as mesmas: 

  1. Taxa de Aberturas. Medição de envios versus aberturas.
  2. Taxa de CTR. Medição de Clicks versus Aberturas.
  3. Taxa Viral. Medição de Reenvio da Mensagem a Amigos.
  4. Taxa de Conversão. Medição dos que clicaram na mensagem e que no site receptor, efectuaram a acção que pretendia. Registo de Newsletter, Compra de Produto, etc.

No entanto o que pode diferir é a forma como as interpreta. Por exemplo, ao invés de as medir individualmente como taxas distintas de sucesso, deverão neste momento ser calculadas com respeito umas às outras. Damos um exemplo:

Sabendo que a taxa de pageviews da sua campanha teve 25% de abertura e uma taxa de CTR de 18% então, deverá ter em conta que deverá ter havido uma grande percentagem de utilizadores que não foram contabilizados em como tendo aberto a sua mensagem, mas que perceberam a relevância da mesma e então clicaram na mensagem. Ou seja, eventualmente teve uma taxa real de abertura que se cifraria nos 50% mas que não foi contabilizada. 

Como Então Optimizar a Sua Mensagem para Esta Tendência?

A resposta até se torna simples. A sua mensagem tem que se coerente, imaginativa e apelativa no que concerne a estes factores:

  1. "Assunto" da Mensagem tem que ser apelativo, ser claro e verdadeiro. Ou seja, tem que ser bem sugestivo, mas ser verdadeiro sobre o conteúdo da mensagem. Não quer que as pessoas fiquem frustradas por abrir o seu email.
  2. O conteúdo da mensagem deve ter em conta que as imagens irão estar bloqueadas à partida e portanto, tirar partido disso. Como? As imagens que realmente de mantiverem, terão que possuir a funcionalidade "Alt" com a descrição do que a imagem continha e o texto deve estar em código HTML para que possa ser lido mesmo quando as imagens não o podem. 

Abaixo demonstramos um exemplo:

Neste caso ainda estava com as imagens bloqueadas, mas consegue-se ler perfeitamente toda a mensagem sem termos que o fazer e incita a clicar nos links inseridos.

Imagens_bloqueadas

Neste outro caso, as imagens já foram desbloqueadas e a mensagem pode então surgir em todo o seu esplendor.

Imagens_descarregadas
Esperemos que tenha sido proveitoso para si. Alguma questão estamos sempre à sua disposição para ajudar no que for necessário.

Campanha Natalícia Online

Chegou aquela altura do ano novamente. Aquela altura em que deve começar a programar e planear a sua campanha Natalícia. Neste ano atípico, é normalmente no último trimestre que as empresas esperam recuperar algum do retorno perdido durante o ano. É por isso essencial optar pelas iniciativas que já deram provas e que garantem o ROI.

Desde sempre que manifesto que sou forte adepto das estratégias de comunicação integradas. E os meios não devem ser considerados de forma isolada, apesar de em alguns casos, ter resultados muito satisfatórios. Mas de maneira geral, a integração de vários meios é extremamente eficaz e essencial. Aproveito para passar algumas boas práticas que fazem todo o sentido e que marcam a diferença em termos de resultados.

OBJECTIVO

O objectivo é o ponto mais importante e por isso o primeiro tema antes de iniciar qualquer comunicação online. Há que estabelecer um target, uma concretização clara para os seus intentos comerciais ou de relacionamento. Seja ele, o levar mais utilizadores para o seu site, o aumento de pedido de mais informações, o branding ou mesmo a venda, há que ser concreto. Sem esse objectivo bem delineado torna toda a comunicação frágil o que pressupõe pobres resultados.

TEASER

O teaser é a forma ideal de convidar os potenciais clientes a interagir. Mas atenção à palavra teaser. A ideia é servir de apelo ao impulso do click. De levar o potencial cliente a interagir e seguir a sua mensagem e estratégia de comunicação. Seja descritivo quanto às grandes mais valias do seu produto/serviço/marca, mas com contenção. Ou seja, faça três ou quatro "main-points" indicativos, mas com a dimensão máxima de uma frase sintética e clara. Descreva com clareza mas sem grandes textos. Hoje em dia, o utilizador online tem muito pouco tempo para despender a ler grandes parágrafos, que não seja para aprofundar conhecimentos ou de relevância inata para o mesmo. Também evite as mensagens ambíguas. Pode ter efeito "backlash" e ser contraproducente. Não há nada pior que o seu target se sentir enganado. Passa de potencial cliente a potencial acusador de forma imediata. Aponte as vantagens reais do seu produto/marca/serviço. Afinal não interessa levar um número massivo de pessoas a interagir com a sua marca se elas não são parte do seu target. É fundamental comunicar com as pessoas certas na hora certa. Para isso tem de utilizar a comunicação como ferramenta de filtragem e saber utilizar os meios em seu benefício.

MICROSITE

Apesar do seu site estar focado em resultados, há que considerar que a comunicação deve ser coerente e eficaz. Para tal, todo o processo, desde o teaser, até à página de interacção deve ser pensada e comunicada de uma mesma forma. O potencial cliente não pode nunca se sentir "perdido" e deve ser "conduzido" a efectuar o objectivo. Para tal, recomendamos que elabore microsites, pensados e desenhados especialmente para cada comunicação e que por conseguinte, mediante o objectivo, leve à acção desejada.

O Microsite deve conter a elaboração mais estendida dos pontos mencionados no teaser, mas desta vez mais descritivo e a todo o momento, conduzir o visitante para continuar a sua navegação para o objectivo traçado. Caso seja um formulário de pedido de mais informação ou de contacto, este deve estar bem visível a todo o momento. Essa acção deve estar clara e apelativa para o utilizador saber sem sombra de dúvidas qual o próximo passo que se espera do mesmo. No final desse objectivo deve conduzir o "agora cliente" para continuar a interagir com a sua marca e conduzi-lo a outros pontos interessantes do seu site que tenham relevância com a comunicação efectuada até agora.

FEEDBACK

Caso o objectivo tenha sido uma compra, manifeste a concretização da mesma e expectativas de entrega da mesma. Se a interacção foi o pedido de mais informação, tenha o seu call-center a postos para responder no mais curto espaço de tempo e com as respostas mais apropriadas. Se foi uma solicitação personalizada, faça honra à mesma e providencie uma resposta igualmente personalizada. No fundo, responda da forma como foi solicitada. Seja coerente mais uma vez e faça funcionar todos os meios à sua disposição de uma forma organizada e integrada.

RECORDAÇÃO/ENGAGEMENT/CRM

Conseguiu um cliente que comprou, pediu mais informações, interagiu com o seu microsite. Fantástico! Mas não fique por aqui. Agora que tem lhe deu a sua autorização e dados de contacto, mantenha esse contacto com mensagens de agradecimento e de informação adicional. Mantenha a ligação que conseguiu a muito custo. Torne-a cada vez mais efectiva e lucrativa. Faça cross-selling, dê mais valias ao seu cliente, providencie valor pelo facto de ter entrado em contacto consigo. É importante realçar que o respeito pelo potencial cliente deve prevalecer. Portanto, toda a comunicação deve obedecer a regras de ética e profissionalismo para que o retorno seja apresentado da mesma forma. Aproveite da melhor forma esta época festiva que se aproxima para ser eficaz, respeitado e faça valorizar a sua marca.